À procura de estrelas douradas?
Aprendendo o valor do seu Ser Autêntico.
Como mudar da ambição para o significado.
O nosso ensino recente convence-nos de que nós somos definidos pelas nossas realizações. O nosso sistema de educação enfatiza a realização, reforçando ainda mais a ideia. Nenhuma estrela dourada é facilmente interpretada como sem valor como pessoa. Quando falhamos num teste, o nosso senso de identidade é um sentimento de fracasso, e um tal fortalecimento destas noções no ego torna-se a nossa realidade. Da pré-escola até à faculdade as mensagens são as mesmas: nós somos definidos pelo que fazemos. Se não fizermos bem, somos chamados de “fracassados”. O conceito da Ambição como um indicador do valor que nós temos, tanto aos olhos do ser ser humano, como aos olhos de Deus, está firmemente cimentado na nossa consciência.
Estas ideias estão em todos os aspectos do nosso ego em desenvolvimento. O ditado popular “Ganhar não é tudo, é a única coisa” faz 50% dos que competem perdedores, uma vez que cada competição tem um vencedor, tem que ter um perdedor. Em todas as áreas da vida, tudo o que fazemos tende a definir o nosso valor. O artista, cujo portfolio, é julgado como inferior a outro, sente, muitas vezes, uma perda de valor como ser humano. O cantor que não atinge o número um em alguma categoria sente que tem menos valor.
A formação do ego continua na vida adulta, muitas vezes erradicando qualquer auto-conceito baseado na nossa Divindade como partes de Deus, que veio de não fazer e está a voltar para o não-fazer. A formação do ego contribui para um auto-conceito que nos faz murchar num sentimento de insignificância em relação ao nosso portfolio deficiente em contraste com aqueles que atingiram mais. A verdade é que nós não precisamos fazer nada para validarmos a nós mesmos como merecedores e valiosos.
No filme, The Shift, David, o cineasta frustrado, ilustra o que eu estou a escrever. A sua personagem age nos problemas que surgem com as crenças do seu ego: Eu sou o que eu faço. Se ele não consegue fazer o seu filme, ele perde não só a sua felicidade, mas a sua alma também. É apenas quando David começa a relaxar, a ter alguns momentos para estar presente no presente e deixar entrar as ideias que são ensinadas no filme, que a mágica começa a acontecer. Eu repito o que é um tema familiar: Se nós somos o que fazemos, então quando não fazemos ou não podemos, não somos. Eu penso que nós precisamos prestar especial atenção a este ponto.
A maioria das pessoas que cresceram no mundo moderno são cépticas em relação a não fazer nada. Fomos desmamados com Ambição e crescemos a ouvir a expressão “fazer mais”. No entanto, precisamos considerar os aspectos essenciais e problemáticos de acreditar que nós somos o que fazemos.
No filme, o David perde o seu senso de valor pessoal por causa dos ensinamentos do ego. Ele torna-se deprimido e sente-se completamente perdido – tudo porque ele “comprou” as ideias egóicas de que é definido como um indivíduo com valor com base naquilo que consegue realizar. Então, para David, não ter o projecto do filme como ele queria, fá-lo sentir que não é uma pessoa com valor. É uma conclusão falsa baseada numa forma de vida de um eu falso.
Este é o perigo de ouvir o ego em vez de ouvir o nosso verdadeiro Eu. De cada vez que sentimos que nós falhamos, nós colocamos o nosso valor como ser humano em perigo. O meu conselho em abandonar os pressupostos do ego, de que nós somos o que fazemos, é para vivermos a partir do nosso mais autêntico eu. Então somos capazes, e podemos substituir a Ambição por Significado. O que é que é preciso para sair deste sistema de pensamento prejudicial? No filme, The Shift, eu sugiro que pense no nosso relacionamento com Deus ou o grande Tao, ao imaginar o oceano como um Deus simbólico, e nós simbolizados como um pequeno copo de água do oceano. Se perguntarmos o que está no copo, nós podemos dizer “Um copo de Deus. Não é tão grande nem tão forte, mas é um copo de Deus.” Se esvaziarmos o copo de água na calçada, nós veremos a água a desaparece, a evaporar.
Em última instância, a água retornará para a sua fonte. Enquanto a água do oceano está no copo, separada da sua fonte, falta-lhe o poder do oceano. Mas quando se une à sua fonte, faz novamente parte do oceano poderoso. A água na calçada, que perdeu a ligação com a sua fonte, é o símbolo do ego.
Wayne W. Dyer – Heal Your Life











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