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O Início ou o Fim?

2 March 2010 sem comentários


Enquanto os cientistas quânticos nos dizem que não podemos prever o nosso futuro exacto, aquilo que podemos prever são probabilidades cíclicas para o futuro.

O mundo presente termina num tempo específico, com um evento específico, que foi marcado no calendário cerca de 2,000 anos atrás. Não existe segredo sobre essa data. Os Maias, que calcularam isso, também inscreveram essa data como um registo permanente para as gerações futuras. A data foi gravada em monumentos de pedra que foram construídos para durar até ao fim dos tempos.

Quando a data foi convertida para o nosso sistema familiar de tempo, a mensagem tornou-se clara. Diz-nos que a era do nosso mundo presente irá acabar com o solstício de Inverno, que tem lugar a 21 de Dezembro de 2012. É nesta data que os misteriosos Maias identificaram eventos astronómicos surpreendentes que irão marcar o fim da nossa era, e fizeram-no há dois milénios atrás.

O que é que um raro momento na história astronómica significa para as nossas vidas hoje? A verdade é que ninguém sabe com certeza. Não podemos, porque não existe nenhum ser humano vivo que tenha tido a experiência directa da última vez que algo igual aconteceu. Aquilo que temos, são bons indicadores daquilo que podemos esperar que aconteça. Nós temos factos. Quando cruzamos os dados da nossa ciência de hoje com a sabedoria e os registos históricos do passado, encontramos uma história quase inacreditável. É a história de uma viagem – a nossa viagem – que começou há tanto tempo, que foram precisas 256 gerações e cinco milénios para encontrar o fim.

Agora que o estamos a fazer, nós descobrimos que o final é apenas o início de uma nova viagem. Talvez o poeta e visionário T. S. Eliot tenha descrito melhor a ironia de um final ser um início: “Nós não devemos cessar a exploração/ e o fim de toda a nossa exploração/ irá chegar onde nós começamos/ e conhecer o lugar pela primeira vez.”

Enquanto a história de uma época de mudança baseada na órbita do nosso planeta através das estrelas possa soar como um enredo de um episódio Star Trek, os cálculos celestiais que os nossos ancestrais nos deixaram são surpreendentemente consistentes com os achados científicos de hoje. Quando os colocamos todos juntos, eles contam a mesma história. Com essa história, nós temos, de repente, um novo significado para os grandes mistérios do nosso passado, assim como pistas que nos dizem o que esperar do futuro.

Felizmente, os nossos ancestrais deixaram-nos tudo o que precisamos para enfrentar os desafios desta época. Não apenas sobre ciclos. É sobre a nossa habilidade de reconhecer padrões e onde estamos nesses ciclos.

Enquanto os cientistas quânticos nos dizem que não podemos prever o nosso futuro exacto, aquilo que podemos prever são probabilidades cíclicas para o futuro. Isto é precisamente o que a existência de ciclos repetitivos de tempo demonstram. De cada vez que um ciclo aparece, ele repete as condições gerais que fizeram algo possível, em vez de um resultado preciso. Assim como as condições da atmosfera terrestre podem criar o ambiente perfeito para um tornado sem sequer, realmente, formar um, os ciclos no tempo podem juntar todas as circunstâncias para levar a um evento na história, sem que esse evento tenha que ocorrer novamente no presente.

A chave aqui é que todos os ingredientes para a repetição estão presentes. A forma como essas condições vão evoluir, no entanto, é determinada pelas escolhas que nós fazemos na vida. A beleza de tal entendimento é que, juntamente com todos os momentos do nosso tempo que estão prontos para a guerra, sofrimento e caos, também podemos identificar momentos no nosso futuro que estão prontos para a paz, sucesso e estabilidade.

Se soubermos onde estamos no ciclo, então sabemos o que esperar quando ele se repetir. Saber com avanço onde as nossas escolhas podem ter um grande impacto, dá-nos a vantagem de completar o ciclo que tem o nosso bem-estar e, em última instância, a nossa sobrevivência em equilíbrio. E esta é a beleza dos fractais de tempo.Porque os ritmos e padrões da natureza dizem-nos com precisão quando podemos esperar a repetição dos ciclos do passado, e também nos dizem quando temos grande oportunidades para mudar de padrões destrutivos e dolorosos do passado – pontos de escolha – que criam novos ciclos na vida!

Gregg Braden

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