Viciado em Amor
O simples acto de dar amor irá fazer com que se sinta bem.
Ouvir o título deste artigo faz-me lembrar uma canção do Robert Palmer, com o mesmo nome “Viciado em Amor”. Quando se lembra desta canção, talvez se lembre que é sobre o sentimento incrível que tem quando percebe que está apaixonado e o quão maravilhoso é estar apaixonado ou tornar-se viciado no amor.
E se sentisse o sentimento intenso do amor durante todo o tempo? Onde sentiria tanto amor que amar os outros fosse fácil e tivesse também um grande amor por si também? Que tipo de dia teria? De que forma afectaria aqueles que entrassem em contacto consigo? Tenho quase a certeza, que não só influenciaria positivamente os outros; você também a nível pessoal sairia positivamente beneficiado.
Muitos de nós têm algum tipo de vício ou vícios. Alguns vícios podem ser considerados positivos e outros nem tão positivos. Um dos meus vícios é o auto-aperfeiçoamento. Este vício começou há 25 anos atrás, mas não tenho nenhum desejo de a eliminar da minha vida. Para que conste, é um vício que me serve e me permite servir os outros. Mas, e se nós desenvolvêssemos um vício por amor?
O meu mais recente estudo levou-me a compreender que “nós somos todos um”. Esta é uma afirmação muito profunda e poderosa. Portanto, uma vez que “somos todos um”, e se nos focássemos em dar amor ao outro? O resultado é tão simples como você receber amor como retorno. Isso, é claro, não é a razão pela qual deveria fazer isso, mas funciona através da lei da causa e efeito (para cada acção, existe uma igual reacção). E se nós déssemos amor (enviássemos amor) a todas as outras pessoas? Eu não estou a falar de amor físico ou romântico, mas enviar amor para outra pessoa pode ser feito simplesmente através de um pensamento de amor (energia de amor) ou sorrindo para o outro.
Debbie Heika, directora de operações de Dynamic Destinies, partilhou comigo recentemente a sua própria experiência pessoal, de quando foi ao seu banco e ficou na fila para fazer um depósito. Enquanto estava à espera na fila, ela reparou que uma das funcionárias não estava particularmente feliz. Na verdade, estava mesmo perto de ser rude. Esta funcionária não sorria, nem atendia calorosamente os seus clientes e, de facto, ela mal levantava a cabeça ao servir cada cliente.
Enquanto a Debbie observava o comportamento da funcionária, ela também reparou como os clientes respondiam a este aparente comportamento infeliz, e para ser franca, as pessoas não tinham compaixão nem sequer eram pacientes. Em vez de responder com carinho, os clientes eram igualmente mal humorados e rudes com ela. A Debbie, como observadora e mulher amorosa e com compaixão, decidiu (tal como o Tony Robbins gosta de dizer) quebrar o padrão emocional. Quando foi a vez dela, ela entusiasticamente dirigiu-se à funcionária (não houve coincidência ao ser essa a funcionária a atender Debbie)e deu-lhe um amoroso e caloroso Olá e sorriu-lhe (e em silêncio enviou-lhe o seu amor). A funcionária respondeu com um sorriso meio curiosa. A Debbie prosseguiu por elogiar a mulher e a sua escolha de jóias, e comentou a falar sobre o dia cheio de sol de primavera. A Debbie começou uma conversa amigável e dois minutos e meio de total influência, numa forma positiva, no comportamento da mulher. Quando a Debbie saiu, a funcionária estava a sorrir – coisa que não fez durante os 20 minutos em que a Debbie este na fila.
A Debbie fez uma escolha. Ela podia ter esperado na fila, observado as interacções entre a funcionária e os clientes, e ter escolhido ficar emocionalmente envolvida no evento de forma negativa e destrutiva. Mas ela escolheu de forma diferente. Nós somos, às vezes, influenciados pelo comportamento dos outros e precisamos estar conscientes de qualquer influência negativa nas nossas emoções, e ter a certeza de que escolhemos SER amorosos.
Um grande testemunho de toda a promessa de “ser amoroso” está muito bem apresentado no programa de áudio do Dr. Wayne Dyer chamado “It’s never crowed along the extra mile”. Reid Tracy, President da Hay House, deu-me uma cópia deste programa quando visitei os seus escritórios e eu tenho ouvido o programa várias vezes. Wayne fala sobre enviar amor mesmo quando não se sente compelido a fazê-lo. Ele partilha a sua experiência pessoal de se sentir desafiado a enviar amor, mas acredita verdadeiramente na oração de São Francisco que diz “Onde houve ódio, que eu leve o amor.”
Um outro grande professor, Neale Donald Walsh, na sua série best-seller “Conversas com Deus”, partilha uma das mais profundas soluções para qualquer desafio que possa encontrar. Ele dá-nos uma das questões mais poderosas que algum dia poderemos ouvir. É uma questão que pode fazer a si mesmo sempre que sentir que precisa reagir a algum comportamento não amoroso de alguém. Aqui está a questão: O que o Amor faria agora?
Eu sugiro que cole esta questão no seu frigorífico “O que o Amor faria agora?” ou escreva no seu telemóvel, ou no ecrã do seu computador. É uma das mais poderosas questões que poderá colocar, e verá que será a única a que precisa responder. Pode fazer esta pergunta da próxima vez que se sentir impelido a responder a alguém que, você sentiu que o prejudicou. Em vez de responder ou reagir com um comportamento não amoroso, pergunte-se a pergunta chave: o que o amor fazer agora? E saberá o que fazer a seguir.
Você vê, o amor é verdadeiramente TUDO O QUE EXISTE. Os Beatles cantavam uma canção com esta poderosa letra… “o amor é tudo o que existe… o amor é tudo o que existe… o amor é tudo o que existe….” É a verdade ( e assim como diz o ditado) e a verdade vos libertará
Escolha ser uma pessoa amorosa. Envie amor aos outros. Você pode enviar amor sem dizer uma palavra. Você pode parar num sinal vermelho e olhar para a pessoa no carro ao seu lado, independentemente do seu sexo, raça ou idade e enviar amor. Envie amor mesmo quando não se sentir nessa disposição. Irá descobrir que no simples acto que dar amor, se irá sentir melhor, também.
Lembre-se, amar o outro significa amar-se a si mesmo. O seu primeiro amor é o amor-próprio. Ame a si mesmo, ame o outro. Simplesmente seja amoroso e terá uma abundância de amor no seu mundo!
Peggy McColl – Heal Your Life












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