Relembre o que você ama
É a alegria que liberta o seu espírito
Dê-se permissão para brincar.
Numa noite de sábado fizemos uma festa para celebrar vários aniversários na família de uma só vez. E como eram aniversários importantes, nós decidimos festejar à grande. Alugamos mesas, contratamos catering e pedimos a um vizinho que tem um bar em Chicago para servir como nosso DJ. Então convidamos toda a gente que conhecíamos, das idades dos 7 aos 87, para se juntarem a nós… e divertimo-nos imenso.
Depois do jantar, as mesas foram removidas, os aparelhos de som montados, e a nossa sala rapidamente se transformou numa discoteca. Um amigo chamado Terry trouxe o seu pai de 83 anos, George, e a namorada do George, Thea, com ele para a festa. No minuto que a festa começou, Thea saltou e juntou-se à dança. Ela dançou com o mesmo entusiasmo que os adolescentes na sala.
Depois da dança ter acabado e nós estarmos a comer o bolo de aniversário, a Thea veio ter comigo, exaltada. “Foi tão divertido – eu tinha-me esquecida o quanto eu amo dançar!” e depois voltou para a beira do George, deu-lhe um pouco do seu bolo e um beijo. Era claro que o Espírito dela estava a amar a festa, e mais importante, ela estava a amar-se sem qualquer reservas.
Depois das festividades terem acabado e a casa ter voltado à sua aparência normal, eu continuei a pensar sobre o que ela me tinha dito: “eu tinha-me esquecida o quanto eu amo dançar!”. É verdade. Nós esquecemo-nos facilmente das coisas que gostamos, das coisas que iluminam o nosso Espírito e que nos preenchem com alegria e amor-próprio.
Eu sei que esqueço. Eu esqueço o quanto estimo ver os meus pais, ir dar uma volta de bicicleta com o meu marido e encontrar queridos amigos para almoçar. Eu também falho em lembrar-me do quanto me amo, do quanto amo a minha vida, e quem eu sou quando me dedico a todas as coisas que preenchem espiritualmente a minha vida.
Porquê que nos esquecemos das coisas que mais amamos e que que nos fazem sentir bem connosco? Porquê que elas não parecem ser prioridades?
É porque fomos doutrinados a acreditar que é egoísmo fazer coisas só porque nos fazem felizes. É o bom velho americano puritano a dizer-nos que o sofrimento é benéfico para a alma. Eu acho que isso são tretas.
Ver a Thea a flutuar numa nuvem de pura alegria e a apertar a mão de George numa demonstração de afecto pessoal, eu fui recordada de como a conexão com aquilo que amamos e que nos ama é indispensável para o Espírito. É essencial para o nosso amor-próprio e bem-estar.
Sonia Choquete, Heal Your Life











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