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Incerteza

9 October 2009 sem comentários

Uma das principais preocupações do ser humano é o futuro. O que vai fazer a seguir, o que lhe pode acontecer daqui a 5 minutos, 1 dia, 1 ano, 10 anos.

Vivemos constantemente preocupados com o futuro, e entretendo a nossa mente com os pensamentos amedrontados sobre o futuro.

Os pensamentos que temos são meras reproduções do nosso passado – até acordarmos e estarmos conscientes da nossa experiência. Por isso, sempre que estamos a entreter a nossa mente com os pensamentos sobre o futuro, não estamos a fazer mais do que a criar mais situações e experiências idênticas às passadas.

É um ciclo vicioso que só pode ser quebrado pela própria vontade de viver mais e melhor, pela vontade de descobrir o que existe para além dos pequenos pensamentos que temos sobre nós e a vida.

Será que somos apenas um pequeno ser humano, neste Universo tão vasto, do qual nem sequer conhecemos a sua plenitude?

Estará o Universo fora de nós? Estaremos nós apenas num jogo em que somos os dados de um jogador maior?

Ou seremos nós os jogadores deste jogo? Ou seremos nós os observadores de uma experiência que nos pode levar ao infinito, mesmo num corpo humano?

Talvez nunca saibamos, talvez esta incerteza seja aquilo que alimenta a nossa esperança, talvez… talvez.

Mas a verdade é que aquilo que sentimos e experimentamos quando nos abrimos à incerteza pode ser algo fascinante e realmente muito saboroso.

Nós não sabemos o que vai acontecer amanhã. É verdade que muitos dirão que sabem… e eu acredito que somos capazes de programar o nosso dia de hoje… de amanhã… e até mesmo de programar uma vida. Mas também acredito que se não programarmos e apenas confiarmos numa ordem divina e inteligente, as oportunidades que se abrem para nós são realmente maravilhosas, sem precedentes, diferentes, originais e gratificantes.

Quando leio muitas coisas sobre a lei da atracção, a palavra “programar” o futuro, “programar” a nossa vida – para ter a certeza que temos aquilo que queremos – aparece muitas vezes.

Mas será que vale a pena programar? Programar “cheira-me” a controlar, a colocar em nós a tarefa de saber o nosso destino, o que é melhor para nós.

E isto faz-me reflectir sobre a “big picture”. Nós, com os nossos olhinhos, conseguimos ver a “big picture”? Conseguimos compreender e abarcar as experiências passadas, presentes e futuras e observar como o puzzle das experiências se vai encaixar?

Acredito que podemos escolher as nossas experiências. Acredito que as crenças que temos sobre nós mesmos – conscientes e inconscientes – são aquilo que atrai as experiências de vida que temos.

Sei também que podemos alterar essas crenças, e aliás, temos que o fazer se realmente quisermos viver uma vida feliz e preenchida a todos os níveis.

Mas quando libertamos essas crenças… não queremos mais controlar. Não queremos mais ser os deuses pequenos das nossas vidas e querer controlar tudo e todos à nossa volta.

É verdade que o podemos fazer! O poder da nossa mente é muito grande e nem sequer imaginamos como. Podemos sempre ter tudo aquilo que estabelecemos como objectivo. Mas para que servem esses objectivos?

Esta é a pergunta mais importante!

Olhar para cada objectivo que temos e ver como ele se encaixa na nossa VISÃO DA VIDA. E a partir daí, ESCOLHER experimentar esse objectivo ou não. É uma escolha.

Mas acima de tudo, confiar que eu vou experimentar esse objectivo ou algo muito melhor. E libertar a necessidade de experimentar seja o que for, ter seja o que for, e simplesmente viver no momento presente, agradecendo por todas as bençãos que o Universo nos oferece em cada momento.

Vamos descobrir que os planos Universais para cada um de nós são muito maiores do que qualquer objectivo que tenhamos, e que quando libertamos a necessidade, e nos abrimos à incerteza de cada momento, o puzzle da vida, o puzzle do AMOR começa a encaixar-se na perfeição.

Nós só precisamos deixar de controlar e abraçar a incerteza daquilo que não conhecemos, não nos lembramos… e simplesmente escolher a cada momento viver a versão mais sublime e amorosa de nós mesmos.

A incerteza passa a confiança! E a confiança no Amor é tudo o que temos!

Ângela Vieira
Coach Pessoal e Emocional
www.mudancacriativa.com

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