Home » Coaching

O Trabalho

19 May 2009 um comentário

Questionar todos os nossos pensamentos, todas as verdades interiores que temos como certas é um dos passos imprescindíveis para abraçar a liberdade na plenitude.
Podemos tentar encontrar novas verdades, substituir pensamentos, alterar atitudes, mas até encontrarmos dentro de nós um lugar onde tudo isso não significa nada, onde apenas existe amor e tudo aquilo que vivemos é apenas para expressar esse amor, a paz interior pode não ser plena e completa.
É verdade que o nosso pensamento é a origem de tudo o que vemos, experimentamos e vivemos. O poder do nosso pensamento é deixado de lado em muitas culturas, é completamente ignorado noutras, mas estamos a chegar a um ponto onde a sua importância está a ser reclamada, onde o poder do ser humano está a ser recuperado na lembrança de quem somos e das ferramentas que temos para expressar este amor e energia divina.
Uma das formas de questionar os nossos pensamentos que é útil e bastante profunda é o “TheWork” de Byron Katie .

*GUIA PARA FACILITAR
O TRABALHO DE BYRON KATIE
As quatro perguntas, sub-perguntas e inversões

Use as quatro perguntas e sub-perguntas seguintes quando forem apropriadas, com o conceito que você está trabalhando. Enquanto está respondendo as perguntas feche seus olhos, acalmese, aprofunde-se enquanto contempla. O Trabalho pára de funcionar no momento em que você pára de responder as perguntas.

1. Isso é verdade?
- A resposta é um “sim” ou um “não”.
- ?Se a resposta é não, vá para a pergunta #3.

2. Você pode saber com absoluta certeza que é verdade?
Ainda que a resposta seja “sim”, por
gentileza, vá para a pergunta #3.

3. Como você reage, o que acontece, quando você acredita nesse pensamento?
- Descreva o que acontece no seu corpo quando você acredita nesse pensamento.
- Descreva quanto do seu corpo fica dominado por esses sentimentos.
- Esse pensamento traz estresse ou paz para sua vida?
- Como você trata esta pessoa, você mesmo(a) e outros quando você acredita nesse pensamento?
- Quais vícios/obsessões começam a se manifestar quando você tem esses pensamentos? (Você recorre ao álcool, ao cartão de crédito, à comida, ao controle remoto da TV quando tem este pensamento?)
- Para onde viaja sua mente (passado e/ou futuro) quando você acredita nesse pensamento? Descreva as imagens.
- No assunto de quem você está, quando tem esse pensamento?
- O que você ganha quando se apega a essa crença? Descreva a dor, se houver.
- Te amedronta pensar no que poderia acontecer se você não acreditasse mais nesse pensamento? (Mais tarde investigue essa lista de temores.)
- Onde e quando este sentimento te ocorreu pela primeira vez?

4. Quem você seria sem este pensamento?
- Feche seus olhos. Descreva a vida sem este pensamento.
- Quem você seria sem a sua história?
- Deixe sua história de lado por um momento e descreva o que você vê.

Faça a inversão do pensamento.
As afirmações podem ser invertidas para você mesmo(a), para o/a outro(a), para o oposto e, às vezes, com outras variações. Quando se trata de um objecto, você pode substituir o objecto por ”minha maneira de pensar” ou “meus pensamentos”, sempre que você sentir que é apropriado. Encontre, pelo menos, três exemplos genuínos na sua vida em que a inversão seja tão ou mais verdadeira que a afirmação original.

Você vê algumas outras inversões que sejam tão ou mais verdadeiras?*

*Este guia é fornecido no site The Work.

Como é que podemos usar este “trabalho”?
O trabalho é para ser usado em características de outras pessoas ou do mundo que nos incomodem, em crenças pessoais, em pensamentos que temos sobre os outros e o mundo.
Muitas vezes, aliás, normalmente, vivemos incomodados com o mundo à nossa volta, temos sempre algo que não aceitamos, que não gostamos, que nos irrita e deixa mal dispostos.
Com o The Work podemos aprender a aceitar a nossa realidade como ela é e a compreender a um nível muito profundo o porquê de atrairmos pessoas e situações para a nossa vida. A inversão final faz-nos deparar com o nosso lado “sombra”, aquele lado completamente natural e normal que não gostamos de aceitar e admitir.
É nesta última parte que compreendemos que o mundo que experienciamos é apenas um reflexo do nosso mundo interior, um reflexo directo das nossas crenças e pensamentos.

Um caminho surpreendente para começarmos a encontrar um equilíbrio nos relacionamentos pessoais e no nosso relacionamento com o mundo!

Texto de Ângela Vieira

um comentário »

Deixe o seu comentário!

Escreva o seu comentário, ou trackback do seu próprio site. Também podesubscribe to these comments via RSS.

Seja simpático. Mantenha limpo. Comente sobre o tópico. Não envie spam.

Pode usar as seguintes tags de HTML nos seus comentários:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Este site permite o uso de Gravatars. Para usar ou saber mais sobres Gravatares por favor visite este site Gravatar.com.